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14 de março de 2010

Love is a duel

"Emotionlessly she kissed me in the vineyard and walked off down the row. We turned at a dozen paces, for love is a duel, and looked at each other for the last time". (On the road - Jack Kerouac)

17 de janeiro de 2010

Na balada III

"Outra coisa disse Clémence. A meu ver, a grande divisão do mundo, bem, à parte todo esse negócio de classes sociais, a grande divisão do mundo é entre os que vão às festas e os que não vão. E esta divisão da humanidade, que data da época do colégio, persiste toda a vida sob outras formas.
Eu não era convidado para as festas."
(Como me tornei estúpido, de Martin Page)

12 de novembro de 2008

Touché

"Educação e religião são duas coisas não reguladas pela lei de oferta e demanda. Quanto menos as pessoas têm, menos querem".

Não sei quem é o autor, mas gostei.

18 de agosto de 2008

Batalha das citações I

Se Deus não existe, tudo é permitido. (Fiódor Dostoiévski)

Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível. (Albert Einstein)

Vitória: Einstein

Deus não joga dados. (Albert Einstein)

Buracos negros mostram que, não apenas Deus joga dados, mas ele às vezes nos confunde os jogando onde não podem ser vistos. (Stephen Hawking)

Vitória: Hawking

A vida seria trágica se não fosse engraçada. (Stephen Hawking)

Vida? Não venha me falar sobre vida. (Marvin, o andróide)

Vitória: Marvin

24 de julho de 2008

A decepção de escrever

Escrever é triste. Passo a palavra para quem sabe, Ariano Suassuna:

“Com isso, não quero dizer que, ao escrever a peça, tenha conseguido fazer tudo o que pretendi ao imaginá-la. E quem o consegue? A obra que se apresenta ao público, qualquer que seja ela, é o resultado de duas derrotas: a primeira, porque o artista jamais conseguirá se equiparar à mobilidade, à vida, à riqueza, à contínua invenção da realidade; a segunda, porque depois de inventar sua obra — que não é senão uma tentativa de resposta domada, clarificada e ordenada ao que o mundo contém de feroz, de disperso e selvagem — nunca consegue ele imprimir na obra tudo o que desejou e entreviu no momento da criação".

8 de julho de 2008

“Uma das mais eloqüentes demonstrações da ilusão do self unificado foi dada pelos neurocientistas Michael Gazzaniga e Roger Sperry; eles mostraram que quando cirurgiões cortam o corpo caloso que une os hemisférios cerebrais, praticamente cortam o cérebro em dois, e cada hemisfério pode exercer o livre-arbítrio sem o conselho ou consentimento do outro. Mais desconcertante ainda é o fato de que o hemisfério esquerdo constantemente tece um relato coerente mas falso do comportamento escolhido sem seu conhecimento pelo hemisfério direito. Por exemplo, se um experimentador mostra de relance o comando “Ande” ao hemisfério direito (mantendo-o na parte do campo visual que só pode ser vista pelo hemisfério direito), a pessoa obedece à ordem e começa a sair andando da sala. Mas quando se pergunta à pessoa (especificamente, ao hemisfério esquerdo da pessoa) por que ela acaba de se levantar, ela responde, com toda a sinceridade, “para buscar uma Coca-Cola” — em vez de “eu não sei” ou “tive esse impulso”, ou ainda “vocês fazem testes comigo há anos desde que fiz a cirurgia, e às vezes me induzem a fazer coisas, mas não sei exatamente o que me pediram para fazer”. Analogamente, se for mostrada uma galinha ao hemisfério esquerdo do paciente e uma nevasca ao hemisfério direito, e ambos os hemisférios tiverem de selecionar uma imagem condizente com o que vêem (cada um usando uma mão diferente), o hemisfério esquerdo escolhe uma garra (corretamente), e o direito uma pá (também corretamente). Mas quando se pergunta ao hemisfério esquerdo por que a pessoa como um todo fez as duas escolhas, ele responde alegremente: “Ora, é simples: a garra da galinha é uma parte da galinha, e a pá é usada para limpar o galinheiro”.

“O assombroso é que não temos razão para pensar que o gerador de conversa fiada no hemisfério esquerdo do paciente está se comportando de modo diferente do nosso hemisfério esquerdo quando interpretamos as inclinações que emanam do resto de nosso cérebro. A mente consciente — o
self ou alma — é uma forjadora de interpretações, e não o comandante-em-chefe”.

Trecho do livro “Tábula rasa”, de Steven Pinker.